A vontade de palpitar falou mais forte que a humildade e, com a inevitável ressalva quanto aos poucos anos como torcedor num esporte que pouco praticou, volta Aventoe a falar de futebol. Gostaria que o post fosse lido por Muricy Ramalho, brilhante técnico do seu time do coração, mas tem a presunção de achar que poderia ser útil aos demais profissionais do ramo.

Você que entende de futebol, pare de ler por aqui ou prossiga com aquele sorriso de indisfarçada superioridade com que os experts toleram os palpites dos amadores.  Vamos lá:

O índice de aproveitamento de tiros de meta e passes longos é insignificante. São centenas de tentativas para cada uma que resulta, ao menos, em boa oportunidade de finalização. Invariavelmente, tudo que conseguem é trocar 100% da posse de bola por 50% de chance (ou menos, se houver risco de saída pela lateral). A bola voa, jogadores correm de costas, pulam e batem cabeças, para disputar novamente a bola que já era do time.

Com todas as vênias aos entendidos, Aventoe não vê sentido nisso. Essas centenas de tentativas, se empregadas em jogadas trabalhadas, dificilmente teriam resultado menos útil.

O risco só parece justificado em três hipóteses:

1. A necessidade urgente de tirar a bola da proximidade da área, quando o risco de perder a posse de bola é preferível a entregar um escanteio ou lateral ou, pior, fazer uma lamentável falta.

2. Nos momentos finais do jogo, em que se persiga o empate ou a virada, quando não há mais tempo para trabalhar o avanço cuidadoso da jogada.

3. Quando o time tem um jogador posicionado à distância, livre de marcação e em condição legal de jogo — desde que quem chuta seja preciso nos passes longos (Conca, Deco e outros menos cotados).

Enfim…

Se você continua com o tal sorriso de superioridade, que bom te fazer sorrir! Mas se acha que o palpite fez sentido, aviso logo que Aventoe não aceitará convite para substituir o Mano Menezes

Foto: Mary Keogh/Maenie, “Goal Kick – FA Carlsberg Vase Final 2009 – Glossop North End v Whitley Bay“, Flickr, 10 May 2009, Creative Commons (BY)