Palomas en la Quinta

Deve estar no equivocado simbolismo de paz associado à pombinha branca uma das razões que movem pessoas generosas e ignorantes a alimentar e permitir a proliferação de um dos maiores vetores de doenças que assola o meio urbano. A outra razão deve ter sido Mary Poppins, a mágica mas pouco sensata babá voadora de Disney, que convenceu as crianças a alimentarem os pombos ao invés de por o dinheiro na poupança.

Verdadeiros ratos alados, os pombos são transmissores confirmados de pelo menos 57 doenças graves ou potencialmente fatais, incluindo a Criptococose, a Salmonelose, a Histoplasmose, a Ornitose e a Toxoplasmose.

Suas fezes ácidas emporcalham a cidade, corroem os monumentos e são escorregadias, aumentando o risco de quedas acidentais. Reproduzem-se com velocidade espantosa, diretamente proporcional à quantidade de alimento que estiver disponível.

Esses fatos não são segredo. Em várias cidades no mundo são feitos esforços para controlá-los e campanhas de esclarecimento da população para evitar que sejam alimentados. Aqui no maravilhoso Rio de Janeiro, contudo, a própria companhia de limpeza urbana – um dos mais eficientes dos órgãos públicos – construiu numa praça no Humaitá, ao lado dos brinquedos infantis, um pombal!

Quem sabe a divulgação desses fatos na blogosfera não é o que falta para conscientizar o público e as autoridades de que a erradicação dos pombos é uma questão de saúde pública? Conto com os leitores!

Foto:  BockBilbo, “Palomas en la quinta”, Flickr, 27 Dec 2006,
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